Cachoeirinha 27 de Junho de 2017

Esporte

Grêmio é excluído da Copa do Brasil

Punição se deve após alguns poucos torcedores praticarem atos de racismo.

Punição se deve após alguns poucos torcedores praticarem atos de racismo.

Grêmio foi excluído nesta quarta-feira (3) da Copa do Brasil. O clube foi julgado pelo STJD no Rio de Janeiro e, após votação em evento que durou pouco mais de quatro horas, a decisão de retirar o time da competição foi confirmada. O presidente Fábio Koff se manifestou logo após o término da sessão.

"O Grêmio respeita a decisão, embora discorde tecnicamente dela. Não é que houve injustiça, mas a gente acredita que houve exagero na compreensão jurídica. O Grêmio identificou os torcedores e fez o possível. Acho que o Grêmio foi punido duas vezes por um ato só", lamentou.

O relator do STJD, Francisco Pessanha, iniciou a votação a favor da exclusão do Grêmio da Copa do Brasil, multa de R$ 54 mil (R$ 50 mil pelas injúrias raciais, R$ 2 mil por papel higiênico arremessado ao gramado e R$ 2 mil por atraso na entrada do campo) e que os torcedores acusados sejam impedidos por 720 dias de entrar na Arena ou qualquer outro estádio que o Grêmio seja mandante. O segundo voto foi de Ricardo Graiche, procurador do STJD, e acompanhou o primeiro relato. O terceiro voto, de Ivaney Cayres, selou a exclusão do Tricolor. Cayres acompanhou os dois primeiros votos. O quarto voto foi do auditor Gustavo Teixeira e acompanhou os outros três votos. No quinto e último voto, Fabrício Dazzi, auditor presidente, decretou as punições. O árbitro Wilton Peireira Sampaio foi suspenso por 90 dias e punido em R$ 1600. Os auxiliares e o quarto árbitro foram punidos por 60 dias e R$ 1000. O Santos foi punido em R$ 4 mil.

O julgamento no STJD estava marcado para às 14h desta quarta-feira e começou com cerca de 15 minutos de atraso. O Grêmio iniciou sua defesa mostrando as campanhas que o clube tem feito sobre racismo e vídeos foram apresentados aos auditores do STJD.

A defesa do Grêmio colocou como base de afirmação, as campanhas e matérias veiculadas na imprensa, com as ações que o Grêmio promoveu antes e depois dos fatos ocorridos neste caso com o goleiro Aranha.

Após a apresentação da defesa, o presidente Fábio Koff foi chamado para depor como parte das provas e afim de reforçar algumas informações.
Fábio Koff tomou a palavra e começou sua fala mostrando o valor do julgamento: “O prejuízo causado a imagem do clube é irreparável. Se a pena ocorrer, deve ter sentido pedagógico e não ultrapassar limites”

O presidente citou as campanhas que o Grêmio faz com categorias de base, envolvendo crianças carentes onde, segundo o presidente, tem sua maioria com pessoas negras.

O presidente gremista auxiliou na defesa do clube, mostrando a clara prática de ações para evitar atos racistas e para que os auditores fossem informados que o clube não tem ligações com as torcidas organizadas. Esse fator foi citado pelo presidente: "O Grêmio hoje não subsidia torcida, não dá ingresso pra ninguém, não paga ônibus de ninguém".

Wilton Pereira Sampaio, árbitro da partida, também estava presente no julgamento e foi questionado sobre as anotações da súmula, que em um primeiro momento, não colocou na súmula a acusação feita pelo goleiro Aranha, de que gritos racistas estavam sendo proferidos.
Wilton Pereira explicou que só fez o acréscimos no hotel, após a partida: "Assisti ao jogo e olhamos as manchetes da internet. Fiquei assustado e fiz esse adendo posterior na súmula".

Durante a fala do árbitro Wilton Pereira Sampaio, os auditóres do STJD insistiram na questão súmula, onde a colocação deste adendo (com as afirmações do goleiro Aranha) foi feito somente após a entrega da súmula: "Nenhum membro da arbitragem ouviu nada do que o goleiro me relatou e no campo de jogo não vi, fui ver somente depois". O auxiliar Carlos Berkenbrock também foi chamado para depor e confirmou que nada foi constatado durante a partida.

Após o depoimento do auxiliar, um intervalo foi concedido a todos os presentes no julgamento. Na volta da pausa, o Procurador Rafael Vanzin iniciou a acusação. Vanzin ressaltou o canto da torcida do Grêmio na partida contra o Bahia, os tuítes do vice-presidente Adalberto Preis, que alegou não ter havido racismo, e pediu a exclusão da equipe gaúcha da Copa do Brasil, além de multa pecuniária. Ele também alegou que o quarteto de arbitragem deveria ser punido.

O advogado do Grêmio, Gabriel Vieira, iniciou a defesa do Tricolor. Afirmou que o racismo é um problema social e que o Grêmio trabalha de forma expressiva no combate às diferenças: "O racismo é um problema social, não é algo específico do Grêmio". Depois, foi a vez de Michel Assef Filho, advogado contratado pelo clube gaúcho. Assef Filho destacou que as cinco pessoas que se direcionaram a Aranha com palavras ofensivas "devem ser punidas", mas que elas "não podem representar os 30 mil torcedores que estavam no estádio". Após a defesa, o ato foi julgado e o clube, punido.

Fonte: Zero Hora




Data de publicação: 05/09/2014 - 11:01:27

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