Cachoeirinha 27 de Junho de 2017

Gravataí

Prefeita e vice de Gravataí são cassados pela Câmara

Por 10 votos a 4, Rita Sanco e Kingeski foram considerados culpados por 13 irregularidades

Por 10 votos a 4, Rita Sanco e Kingeski foram considerados culpados por 13 irregularidades Sessão da Câmara iniciou às 9 horas de sexta e o resultado saiu às 16h40min deste sábado. Foto Roque Lopes

Roque Lopes | ClicTribuna

A prefeita de Gravataí, Rita Sanco (PT), e seu vice, Cristiano Kingeski, acabam de ser cassados pela Câmara de Vereadores em julgamento que iniciou na manhã desta sexta-feira (15) e terminou neste sábado à tarde. Rita foi acusada de 11 irregularidades e Kingeski de duas. Para perderem os cargos bastava serem considerados culpados em uma delas por dois terços dos votos dos vereadores. Na votação do primeiro item, relativo as acusações contra Rita, a renegociação de dívida com o Banrisul, oriunda da época na qual a CEEE era responsável pelo abastecimento, 10 dos 14 parlamentares a consideram responsável por irregularidades. Logo depois de ser divulgado o resultado, a platéia começou a cantar o Hino do Rio Grande do Sul e a sessão foi interrompida por 10 minutos. Na continuidade, Rita foi sendo considerada culpada em cada uma das 11 denúncias.

Os primeiros três itens foram das renegociações de dívidas com a CEEE, Corsan e RGE. Em todas elas, o relatório do vereador Acimar Silva (PMDB), apontou uma série de procedimentos irregulares. A prefeita teria induzido o Legislativo a aprovar as renegociações de dívidas ultrapassando o limite orçamentário em R$ 226.134,38. Rita ainda foi considerada culpada sob a acusação de irregularidades na contratação de professores, por manter estagiários sem acompanhamento, por publicar anúncios relativos ao Hospital Regional com o intuito de se promover, por não conduzir corretamente o processo de federalização da escola Santa Rita de Cássia, por descumprir o orçamento municipal e por aproveitar o site da prefeitura para promoção pessoal. Rita ainda foi cassada por ter contratado, conforme o relatório, para a procuradoria-geral do Município o advogado Ataídes Lemos da Costa, que seria sócio no gabinete de advocacia da sua filha, Raquel Sanco Lima, bem como defendia os interesses da família. Ele não teria se licenciado da atividade privada para ingressar na função pública.

O vice-prefeito foi julgado por irregularidades na renegociação da dívida com o Banrisul e por ter participado do processo de contratação de professores e especialistas desrespeitando a legislação. As duas acusações também foram julgadas procedentes por 10 dos 14 vereadores. O presidente da Câmara, Nadir Rocha (PMDB), por decisão do Tribunal de Justiça, não pode votar. O suplente, Zilon Espíndola, também do PMDB, votou no lugar dele. Com a cassação, o presidente da Câmara assume a prefeitura por 60 dias até que seja definido como será escolhido o novo prefeito para um mandato tampão até 2012. Segundo Nadir Rocha, um projeto de lei deverá ser enviado à Câmara para definir como será feito esse processo, uma vez que não há legislação municipal versando sobre casos de cassação. 

 




Data de publicação: 15/10/2011 - 16:42:39

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